ODE À UMA FLOR Eleide, de teu nome o doce som, Qual favônio, ecoa na amplidão, como doce mimo à minha paixão, Inebria de amor o meu coração. Laças-me somente com o olhar Cuja luz ensina a lua a brilhar Aprisiona, com dulçor, o meu ser Fazendo-me de amor tremer. Etéreo é o meu desejo De, silente, roubar-te um beijo, Com encantos teus lábios enfeitiçam Tantos amores a muitos alucinam. Imarcescível beleza; doces devaneios! De teus lábios ecoam palavras de enleios Teus cabelos perfumados quais flores, Tecem, ao apaixonado, prisão de amores. Destila o teu olor à aroma de rosas Que aos ares trescala doce odor Dentre as flores és a mais formosa A qual inunda meu ser de candor. Extasia-me, um dia, dar-lhe o meu amor, Serias então, na Primavera a mais bela flor, E com o insigne mimo de minha paixão, A ti entregaria o meu coração. Paulo Tomchaca. 16 de Maio dr 2017
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VERNOZEMUS Menino pobre, filho mais novo da tribo dos Kapiaus, cuja língua tribal era o caipirês, tribo esta que ficava num bairro chamado Coloninha, próximo ao Rio Jaguari. Família de sete filhos, dois natimortos, sendo eu o mais novo da família, e nem por isso apanhava menos, mas era surrado até pelos irmãos mais velhos. Gente humilde, cujos filhos, assim que recebessem o “diproma” primário, já tinha que trabalhar para ajudar no orçamento doméstico. Desta forma, as duas irmãs mais velhas, trabalhavam em serviços gerais nas residências dos mais abastados da cidade de São João da Boa Vista. Faziam limpeza, arrumação e ajudavam na cozinha, o que deu a elas a condição de excelentes cozinheiras. Em seguida, na carreirinha de filhos, vinha o primeiro varão da família, o qual tinha certas regalias por ser o primeiro macho da família, e que sujeitava as suas irmãs, a fazer, após o trabalho diária na casa das patroas, aos trabalhos forçados, tipo, servir águ...
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SEGREDOS Teus olhos, cujos brilhos incessantes Prorrompe forte em minha alma, Quais ágeis flechas sibilantes Penetram meu recôndito e o encalma. Sem incômodo é o teu doce perscrutar Do meu ser; do meu profundo íntimo Pois meus segredos em amar, Se lhe tornam patente e lídimo. Ao meu amor, aos teus olhos, assim aflorar Meu coração, de júbilo, transborda Porém, de tua ausência, sinto a dor abordar, Mas é uma dor gostosa que meu ser esborda. Quem me dera sentir a tua presença, Cujo dulçor traz-me completa paz Pois, qual norte fanal é tua presença. Indicando-me segurança e amor pertinaz, Aspiro o aconchego de teus braços Que me acolhem em meu caminho Então, sinto quão doces são os laços, Que a prisão de teu olhar, são doces carinhos. Paulo Tomchaca, São Paulo, 20 de Outubro de 2019, em Gileade, one foi lido em Habacuque 3;9, que cita “Aljava de flechas”.
A PRIMAVERA
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Primavera de 1.969, talvez 1.970. Perde-se na memória, datas, eventos, amigos que se foram, etc, mas, um doce momento, a beleza, o belo jamais se apagará da lembrança. A semana começou agitada e cheia de ansiedade, pois o final de semana prolongado que se aproximava, prometia, além de descanso, rever minha cidade natal, tios queridos e parentes caros. Por fim c hegou a quinta feira, d ia em que viajaria à São João de Boa Vista, a “ C idade dos Crepúsculos Maravilhosos”, slogan este que cabe a uma cidade cercada pela Serra da Mantiqueira, o que dava ao nasce nte e po ente , uma pintura de cores em matizes mil. Algo lindo assim só poderia ter sido pintado pelo artista celestial, criador de tantas belezas. Embarquei no ônibus da Viação Cometa, às sete horas da manhã, na antiga rodoviária, defronte a estação Júlio Prestes. Dia ensolarado, viajem tranquila, porém tendo o desejo de logo chegar, e abraçar a querida tia Elvira, tio Pascoal, tia Maria, Tio Armando, e, se so...