ODE À UMA FLOR
Eleide, de teu nome o doce som,
Qual favônio, ecoa na amplidão,
como doce mimo à minha paixão,
Inebria de amor o meu coração.
Laças-me somente com o olhar
Cuja luz ensina a lua a brilhar
Aprisiona, com dulçor, o meu ser
Fazendo-me de amor tremer.
Etéreo é o meu desejo
De, silente, roubar-te um beijo,
Com encantos teus lábios enfeitiçam
Tantos amores a muitos alucinam.
Imarcescível
beleza; doces devaneios!
De teus lábios ecoam palavras de
enleios
Teus cabelos perfumados quais flores,
Tecem, ao apaixonado, prisão de amores.
Destila o teu olor à aroma de rosas
Que aos ares trescala doce odor
Dentre as flores és a mais formosa
A qual inunda meu ser de candor.
Extasia-me, um dia, dar-lhe o meu amor,
Serias então, na Primavera a mais bela flor,
E com o insigne mimo de minha paixão,
A ti entregaria o meu coração.
Paulo Tomchaca. 16 de Maio dr 2017
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