SEGREDOS


Teus olhos, cujos brilhos incessantes

Prorrompe forte em minha alma,

Quais ágeis flechas sibilantes

Penetram meu recôndito e o encalma.


Sem incômodo é o teu doce perscrutar

Do meu ser; do meu profundo íntimo

Pois meus segredos em amar,

Se lhe tornam patente e lídimo.


Ao meu amor, aos teus olhos, assim aflorar

Meu coração, de júbilo, transborda

Porém, de tua ausência, sinto a dor abordar,

Mas é uma dor gostosa que meu ser esborda.


Quem me dera sentir a tua presença,

Cujo dulçor traz-me completa paz

Pois, qual norte fanal é tua presença.

Indicando-me segurança e amor pertinaz,


Aspiro o aconchego de teus braços

Que me acolhem em meu caminho

Então, sinto quão doces são os laços,

Que a prisão de teu olhar, são doces carinhos.


Paulo Tomchaca,

São Paulo, 20 de Outubro de 2019, em Gileade, one foi lido em Habacuque 3;9, que cita “Aljava de flechas”.

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